segunda-feira, junho 29, 2015

Avulsas a propósito de Lavra

A inocência dos lugares esvai-se com muitos anos de jornalismo na secção Local. Ontem fui à praia em Lavra e ao passar no centro da vila, de caminhos novos e o cimento ainda sem patine, lembrei-me dos detalhes do projecto de obras, do estradão novo, dos arranques e dos remates. E até de pormenores de outras obras em freguesias de Matosinhos, incluindo a requalificação das escolas, da polémica do quarteirão das Conservas Algarve Exportador. Dos pipelines da refinaria, dos furos na rede da anénoma, da estilha que voava sobre a vedação do porto de Leixões e do estranho caso da rua de Cires - uma das melhores histórias banais que narrei na minha vida.
Lembro-me também que, uma ocasião, o presidente da Câmara da Maia declarou que para a Maia ser perfeita, bastava-lhe anexar Lavra e ter costa. O mesmo sente Minas Gerais em relação ao estado do Espírito Santo, mas em muito maior.